Um casal de Ogros

Domingo, Setembro 30, 2007


O aniversário

Tudo bem que ainda faltam 3 meses, mais e daí? A criança que existe em mim ainda me deixa com purpurina nos olhos toda vez que imagino uma festa de criança, ainda mais se tratando da de Matheus.
Pode acreditar, eu não dou a mínima pra festas de adultos, não acho a menor graça. Meu negocio é festa que tenham pessoas com a idade mental igual a minha.

Fico tão empolgada que sou capaz de ir pra fila buscar a lancheirinha.

Em dezembro Matheus completa 2 anos, e ao contrario de todas as mães não vou repetir o "como passa rápido", prefiro usar o "até que enfim". Já imaginou eu passar 2 anos com uma criança de colo? Haja coluna! E uma criança golfando a cada mamadeira? Haja perfume francês! E o cocô pastoso? Nam.... prefiro o durinho, de repente limpa!

Enfim, chegaremos aos 2 anos e que venham as novas fases, afinal...

"Filho é igual a vídeo game... a próxima fase é sempre a mais difícil"

Quanto ao aniversario, irei contrariar todas as minhas vontades e acho que farei em casa mesmo, isso porque tenho formatura esse ano e a única planta que tenho aqui em casa ainda não dá dinheiro!.

Sendo assim, to pensando no tema "Bob esponja". Único personagem que Matheus conhece, e não é por assistir não, e sim por causa de uma esponja de banho. Por que não sei se já falei mais meu filho só assiste dvd gospel. ( não, eu não sou crente...)

Nem adianta, não orou ele não escuta...

E esses personagens definitivamente não existem pra decorar festa de aniversario. Então, se só tem tu "bob esponja", vai tu mesmo...

Vamos ver se até lá eu consigo conciliar, monografia, formatura e aniversario... Na faculdade tão dizendo que eu to dando "tilt".
Pra quem tentou disfarçar por 4 anos que era normal, isso já era esperado...


Posted by AngelaVocê por aqui? 7:01 PM

Quinta-feira, Setembro 27, 2007


Viciada em Adrenalina

Essa semana me peguei estranhando o “calmo” comportamento de Matheus.
Como assim, eu estudando e ele quietinho no sofá?
Como assim, eu no micro e ele quietinho no sofá?
Como assim, eu cozinhando e ele quietinho no sofá?
Como assim? As coisas nos lugares? O silencio dominando a casa? Meu arranjo no lugar? As frutas na fruteira em vez de no chão? O sofá no canto? Ele sentado no sofá em vez de no centro? O dvd tocando na boa sem o abre e fecha do aparelho?

Nãããããããããããõoooooooooooooooooooooooooooooooooooo.....

Eu não agüento isso, é muita tortura....


Posted by AngelaVocê por aqui? 8:17 PM

Quinta-feira, Setembro 20, 2007


O dilema da vovó


Minha mãe é daquelas pessoas que diabéticos não podem chegar perto de tão doce. È tão doce que não tem criança que não se encante com ela. E não seria diferente com o neto dela. Matheus nutre uma verdadeira adoração pela avó. Tem horas que nem um eletrodoméstico tira ele dela (vocês sabem que ele é louco por eletrodomésticos!).

Eu nem acho ruim, porque nutro pela minha mãe o mesmo sentimento que Matheus. Afinal, adoro açúcar!

Se eu herdei um pouco dessa doçura? Creio que não, certamente o que eu ainda podia herdar eu comi dentro do ventre dela. Somos bem diferentes quanto a isso. Sinto que ela gostaria que eu me parecesse mais com ela, que fizesse menos piada de tudo, e deixasse um pouco de lado esse meu senso de humor negro que muitas vezes amarga um pouquinho esse seu lado doce.

(Ex: ontem ela teve uma dor de cabeça que a fez chorar, e a caminho da farmácia eu olhei pra ela como quem vai confortar e disse: Fica assim não mãe, eu tive uma dor de dente por 3 meses e nem morri! ) Ela não gostou, mais pelo menos parou de chorar e conseguiu sorrir...

Mais o que é pior que isso??? Dois disso!

A partir do momento que minha mãe soube que ganharia um neto, já suspirava ao pensar no dia que seria chamada de "vovó". Ao contrário das suas amigas, minha mãe morria de orgulho de ser avó aos 48 anos e em menos de 1 hora após eu ter dado a notícia, Natal e mais dois municípios já me ligavam dando os parabéns, tamanho foi o liga-liga pra espalhar a notícia.

Pois bem, passaram-se 1 ano e 9 meses e minha mãe ainda continua com seus suspiros... Isso porque Matheus insiste em chamá-la de "mãe", "mainha", "tia" e até "menina", mais NUNCA vovó. E não é porque não sabe, porque basta pedir que ele olhe ou entregue algo para a "vovó" que ele faz e ainda dá uma risadinha de canto de boca.

Minha mãe fica doente quando ele fala apelidos de pessoas que nem ela consegue dizer, ("chimbau", "dudico"), mais o simples "vovó" ta difícil.

As vezes até tento um diálogo que possa culminar com a tal palavrinha mágica e deixá-la um pouco mais feliz. Mais o máximo que consigo é milhões de "mãe", "mainha", "mamãe"...

Todo dia o que mais se escuta é Matheus gritando de um lado:

- mããããã..inha (e minha mãe gritando do outro);
- Eu não sou sua mãe, sou sua vó, sua Vovó.....
- é....mããããeeeeeeee.....

E os suspiros continuam...

( E eu não vou mentir....morro de rir!. Até porque eu já disse a ela que o segredo é não atender, mais ela não resiste...
me diga se tem coisa pior do que dá corda a cacimbão?)





Posted by AngelaVocê por aqui? 9:39 PM

Terça-feira, Setembro 11, 2007


Mãe se preocupa com tudo...

Essa semana levamos Matheus à praia e percebi que bastava eu ou o pai fazer um castelo, ou uma casinha com aquelas forminhas de praia, que ele derrubava no primeiro descuido. Na hora até achei engraçado, depois comecei a imaginar ele na escolinha... (cena de pensamento)

" Vamos crianças, todos brincando com os bloquinhos...Aliais, todos não...Matheus vai ficar aqui comigo já que não deixa que os outros colequinhas montem seus castelos..."

Por causa disso, comecei a maratona de treinamento. Chamei o amigo-grande de Matheus, peguei sua caixinha de multi-blocks e esparramei no chão. Expliquei para o amigo de Matheus que montasse um castelo e não deixasse que ele derrubasse, e assim eu também fiz.

Podem acreditar, Matheus ao ver aqueles castelos sendo formados, ganhou 6 braços e 23 mãos na mesma hora. Veio voando pra cima da gente pra querer derrubar. E eu lá...explicando que não podia derrubar, que era do amiguinho, e ele não tava nem aí, dava um passo pra trás e imediatamente se jogava em cima dos blocos.

O pôbe do amigo querendo rir, e eu gritando: não ria! (tentando também me convencer a não rir com aquela fúria toda).

Enfim, depois de varias tentativas, vários "não pode", ele enfim deixou que o amigo fizesse o tal castelo, já que eu havia dito que tiraria uma foto.

Bem, a foto esta aí embaixo, mais eu posso garantir... só durou o tempo da foto!!!!



Posted by AngelaVocê por aqui? 2:15 PM

Quarta-feira, Setembro 05, 2007

Posted by AngelaVocê por aqui? 2:37 PM

Sábado, Setembro 01, 2007

Posted by AngelaVocê por aqui? 3:04 PM

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